Jovem que teve rosto cortado em ônibus lutou pela prisão da suspeita por quase um ano: 'Alívio'

Em entrevista ao R7, Stefani Firmo revelou a indignação de viver um processo tão longo sem respaldo, mas que agora está 'em paz'


Por Rota Araguaia em 14/11/2023 às 09:55 hs

Jovem que teve rosto cortado em ônibus lutou pela prisão da suspeita por quase um ano: 'Alívio'
REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

Por R7

Stefani Firmo, de 25 anos, que teve o rosto cortado enquanto dormia em um ônibus na Bahia e precisou levar 18 pontos, agora respira aliviada com a prisão da suspeita , quase um ano depois do ocorrido. Edrilza de Lima Nascimento, de 46 anos, responsável pelo ataque, estava com prisão decretada pela Justiça desde junho, mas foi presa neste domingo (12), em São Paulo .

Na manhã desta terça-feira (14), Stefani falou sobre a frustração que sentiu com a demora ao encontrar uma mulher que lhe feriu danos físicos e psicológicos. “É uma sensação de felicidade, alívio e de que está valendo a pena ir atrás para conseguir Justiça”, afirmou.

A vítima foi atacada enquanto dormia no ônibus que saía do Recife para Salvador, no dia 29 de novembro. Ela não teve nenhum tipo de interação com a suspeita, nem sequer houve alguma discussão, mesmo assim, Edrilza atingiu seu rosto com uma faca e saiu andando. Como estava dormindo, o jovem não viu de imediato quem a tinha atacado, foi descobrir só com as imagens da câmera do coletivo.

Na verdade, Edrilza, que estava sentada atrás de Stefani, foi a única passagem encontrada com uma faca, porém, a polícia alegou que não poderia decretar a prisão sem provas suficientes.

 

Engajada nas redes sociais, Stefani apresentou sua história, bem como imagens que ajudaram a identificar a suspeita e provocaram comoção pública . Só em junho, sete meses depois do ocorrido, a Justiça decretou finalmente a prisão de Edrilza, que passou a ser foragida.

"A justiça começou a ser feita. Agora, eu e todas as pessoas que me acompanharam nessa causa torcemos para que ela seja condenada, porque ainda tem as próximas etapas", relata a vítima.

Próximos passos para a reportagem

Como Edrilza foi presa em São Paulo e o caso corre da Bahia, uma suspeita deve ser desconsiderada para lá em breve.

Na sequência, um juiz precisa ter o conhecimento da prisão, dando a Edrilza um prazo de dez dias para manifestar sua defesa.

Stefani afirma saber que "tudo é incerto", mas tem esperança de que a mulher vai continuar presa para que não só a Justiça seja feita, mas para que também outras pessoas não sejam atacadas por Edrilza como ela foi. “É um problema também saber que a população não está mais vulnerável com ela por aí”, completou.

"As pessoas tentam entender, mas nunca de fato vão saber qual é a sensação de revolta e indignação quando se vive um processo tão longo como esse. O pior de tudo é o psicológico, mas Deus está na frente, estou fazendo acompanhamento... Acredito que agora cheguei na parte em que meu coração está mais em paz”, ressaltou Stefani.

O R7 não conseguiu localizar a defesa de Edrilza de Lima Nascimento. O espaço permanece aberto para possível manifestação.


 




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